quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Filme "a fita branca"
Não vi o Avatar nem pretendo ver. Vi o filme “a fita branca” candidato ao Oscar de melhor estrangeiro de 2009 cuja proposta é explicar as origens históricas do nazismo e do holocausto. Para isso o cenário escolhido pelo diretor austríaco Michael Haneke é um pequeno vilarejo alemão às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Mostrando um regime patriarcal autoritário dominando todas as famílias da aldeia cujos chefes impõem a sua moral com punição violenta aos filhos desobedientes. Segundo Haneke o resultado foi formar uma geração inteira criada sob o medo e a violência. A tese do diretor é que a estrutura autoritária da sociedade alemã gerou fortes sentimentos de indiferença, crueldade e desprezo entre a geração de jovens do século XX, a mesma geração que anos mais tarde abraçaria a causa do nazismo. Em excelente critica na internet Bruno Leal enaltece a qualidade do filme, mas discorda da tese. Entre o intelectual alemãoTheodor Adorno endossado por Haneke e o sociólogo Zygmunt Baumam Leal prefere as teorias de Baumam reunidas no livro “Modernidade e Holocausto”. Já encomendei o livro pela EstanteVirtual para tentar entender o porquê da escolha do critico Bruno Leal. Independente disso achei o filme excelente.