terça-feira, 2 de março de 2010

Jazz - Fred Harsch

Hoje 02.03.10 no UOL :
"Há quatro semanas, em longo perfil na revista do "New York Times", David Hajdu (autor de uma ótima biografia de Billy Strayhorn) exaltou a arte de Fred Hersch. O pianista e compositor americano, de 54 anos, seria o expoente de um jazz para o século XXI, o mais influente artista de uma geração que tem avançado além da onda revivalista dos irmãos Marsalis e companhia. Lançado nos EUA no ano passado, e ainda inédito no Brasil, o CD "Fred Hersch plays Jobim" (Sunnyside) é ótima introdução a seu trabalho e mostra o quanto a bossa nova, especialmente a música de Tom Jobim, também o influenciou."
O texto vem acompanhado de uma faixa do pianista tocando "Laura" de Tom Jobim.

Ouvi e gostei, mas de jazz tem muito pouco. Existem bonitas improvisações que, no entanto, soam como musica classica, em outras palavras, musica de brancos e europeia. Nada contra, mas daí a dizer que o Fred Hersch seria o novo expoente de um jazz para o século XXI chega a ser uma ofensa para a família Marsalis. As origens do jazz são as musicas dos escravos das plantações de algodão do sul dos EU, dos blues e dos spirituals. Suas raizes, portanto, são negras e sem elas não há jazz. Isso não impede a existência de excelentes musicos de jazz brancos que se tornaram excelentes justamente por terem assimilado essas raízes.

Ivan